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Tecnologia e Operação

Energia: onde procurar desperdício antes de trocar de fornecedor

Migrar de mercado ou renegociar contrato são decisões válidas. Elas rendem muito mais depois que a operação para de pagar por energia que ninguém usou.

Por Redação Radar Moteleiro, Equipe editorial · Leitura de 2 min
Arte do Radar Moteleiro com a marca do portal sobre fundo roxo.
Arte: Radar Moteleiro

Energia é uma das maiores linhas de custo variável de um motel, e é também uma das poucas em que sobra desperdício mensurável. Antes de discutir contrato, tarifa ou migração, vale procurar o que está sendo consumido sem gerar receita — porque esse consumo continua existindo com qualquer fornecedor.

Suíte vazia consumindo

É o item de maior retorno e o mais simples de verificar. Ar-condicionado ligado depois da saída, iluminação decorativa que não desliga, TV em espera, hidromassagem aquecendo sem ninguém. Numa operação com rotatividade alta, o tempo somado de suíte vazia é grande — e cada hora dela com equipamento ligado é custo puro.

A verificação é direta: escolha um turno, anote o horário de saída de cinco suítes e confira quanto tempo depois cada equipamento foi efetivamente desligado.

Aquecimento de água

Costuma ser o maior consumidor isolado. Vale conferir três coisas: a temperatura em que o sistema está regulado (frequentemente acima do necessário), o isolamento das tubulações e a existência de recirculação ligada 24 horas em trechos que não precisam disso.

Equipamento velho que ninguém contabiliza

Um ar-condicionado antigo, um frigobar com borracha ressecada ou uma bomba fora do ponto consomem bem mais do que o equivalente novo — e o custo dessa diferença nunca aparece numa linha do orçamento, porque ele está diluído na conta de luz. Comparar o consumo declarado do equipamento atual com o de um substituto transforma essa diferença numa conta de retorno.

Só então o contrato

Com o desperdício reduzido, a discussão sobre modalidade tarifária, demanda contratada, horário de ponta e eventual migração passa a ser feita sobre o consumo real da operação, e não sobre um consumo inflado por equipamento ligado à toa. A economia da renegociação é percentual: quanto menor a base, menor o ganho absoluto — mas o desperdício eliminado é ganho integral.

O sistema de bandeiras tarifárias e as regras de migração têm critérios próprios e mudam. Confirme as condições vigentes na distribuidora e nas fontes oficiais antes de contratar.

Fontes consultadas

  1. Bandeiras tarifárias — ANEEL Oficial
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